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Biologia do PatógenoReprodução sexualMycosphaerella fijiensis é o nome da forma sexual (teleomórfica) do patógeno. O fungo foi descrito pela primeira vez em 1969 por Morelet a partir de espécimes coletados em Fiji. Para produzir a forma sexual, o fungo inicialmente desenvolve grande número de espermogônios na face inferior da folha à medida que as lesões envelhecem. O espermogônio é escuro (Figura 10) formado próximo à superfície foliar e tem a forma de pêra. Sob condições de alta umidade, essas estruturas produzem grande quantidade de células reprodutivas masculinas (espermácias). As espermácias são pequenas, cilíndricas e vão fertilizar as células femininas vizinhas (tricógenes), formadas em outro espermogônio.
Uma vez completada a fertilização, formam-se os pseudotécios dentro das lesões maduras, com seus ostíolos projetando-se através dos tecidos (Figura 11). Os ascos são oblongos ou em forma de clava, têm duas paredes celulares (bitunicados) e contêm oito esporos sexuais (ascósporos) alinhados dois a dois. O pseudotécio não contém pseudoparáfises ou elementos estéreis. Os ascósporos são incolores e têm um septo. Uma das células pode ser ligeiramente mais larga que a outra e o esporo pode ser mais estrito na região do septo. A Figura 12 mostra um pseudotécio.
Reprodução assexualA forma assexual é chamada de Pseudocercospora fijiensis. Conídios são formados isolada e terminalmente nos conidióforos. Os esporos são translúcidos a levemente marrom esverdeados, longos, levemente curvos e têm três ou mais septos. (Figuras 13 e 14).
Os conídios germinam durante períodos de alta umidade relativa (92 a 100%) e infectam a folha através dos estômatos, usualmente na face inferior da folha. Em condições de alta umidade, as hifas podem emergir nos estômatos, crescer ao longo da superfície foliar e penetrar outros estômatos, aumentando assim a lesão. Conidióforos emergem dos estômatos, algumas vezes em massas compactas de micélio (estroma). Estromas também podem se desenvolver em espermogônios jovens. Copyright © 2006 |