Clique na imagem
para uma visão
mais detalhada

 

Biologia do Patógeno

Phytophthora infestans
... foi nomeado por Anton deBary. O nome é derivado do grego: Phyto = planta, phthora = destruidor. P. infestans é um membro dos oomicetos (oomicetas, pt), um grupo de organismos genericamente conhecidos como “mofos aquáticos” (“fungos aquáticos, pt”), os quais são relacionados com algas marrons (castanhas, pt). O micélio é hialino e cenocítico (poucos septos) e os núcleos são diplóides. O nome formal deste grupo é oomicota, o qual foi colocado abaixo do Reino Estramenopila dos eucariotos (eucariotas, pt). Os oomicetos não são mais considerados membros do Reino Fungi, muito embora ainda compartilhem muitas das características biológicas, ecológicas e epidemiológicas dos fungos fitopatogênicos.

Reprodução assexuada
P. infestans, um exemplo típico dos oomicetos (oomicetas, pt), produz esporângios em esporangióforos (Figura 15). Os esporangióforos são indeterminados (isto é, crescem e produzem esporângio continuamente). Estas estruturas, em forma de talos, são dispostas de maneira ramificada, o que auxilia na dispersão dos esporângios. Os esporângios podem ser dispersos para campos adjacentes, mas geralmente não sobrevivem viagens de longas distâncias em função da desidratação e exposição à radiação solar.


Figura 15

Em condições em que umidade (humidade, pt) e temperaturas baixas estão presentes, zoósporos serão formados e liberados (Figura 16) a partir de esporângios após aproximadamente duas horas. Em condições de temperatura elevada, esporângios podem se comportar como esporos simples e germinar diretamente (Figura 17). Os zoósporos são biflagelados (dois flagelos) (Figura 18)), sendo o flagelo anterior denominado festão* (forma de festão) e outro, posterior, conhecido como chicote (forma de chicote). Depois de nadar na superfície da planta hospedeira, os zoósporos encistam e infectam a planta.

*Nota do tradutor: Em muitos textos em português ainda se encontra o termo “tinsel” entre aspas referindo-se ao flagelo com forma de festão, porque há relutância de alguns tradutores em usar este termo equivalente em português. O festão é usado para enfeitar árvores de natal. Os mais comuns são prateados ou dourados. Para detalhes sobre anatomia dos flagelos, visite a página: botit.botany.wisc.edu/toms_fungi/mar2001.html


Figura 16

Figura 17

Figura 18

Figura 19

Reprodução sexuada
Caso os dois tipos sexuais (A1 e A2) entrem em contacto, a reprodução sexual pode ocorrer. O núcleo do anterídio entra no oogônio. Em seguida ocorre a cariogamia (fusão de núcleos) e um oósporo diplóide de parede espessa (Figura 19) é formado. Antes dos anos 90, somente o tipo sexual A1 estava presente nas áreas de cultivo de batata fora do México (veja Importância histórica), portanto a reprodução sexual não influenciou significativamente o ciclo da doença. Atualmente, o tipo sexual A2 migrou para a maior parte das regiões produtoras de batata e tomate no mundo, e acredita-se que a fase sexual esteja ocorrendo em muitas áreas. Apesar disso, a sobrevivência de P. infestans nos últimos 150 anos, na maior parte do mundo, foi dependente de tecidos de tubérculos infectados (veja Ciclo da Doença).

Retorne ao topo


Copyright © 2007
by The American Phytopathological Society