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Biologia do Patógeno e Ciclo da Doença

Existem duas espécies de fungo do mesmo gênero que causam a ferrugem da soja: Phakopsora pachyrhizi, às vezes chamada de patógeno da ferrugem asiática ou australiana, mas que agora também ocorre no ocidente, e P. meibomiae, também chamada de patógeno da ferrugem do novo mundo ou americana, que foi encontrada somente no ocidente. Com exceção de algumas poucas características, os dois fungos são morfologicamente idênticos, porém P. pachyrhizi é muito mais agressivo na soja do que P. meibomiae. Até o momento não foram registradas perdas significativas nas Américas Central e do Sul causadas por, P. meibomiae As duas espécies podem ser distinguidas pela análise de DNA. Como em outras ferrugens, os patógenos da ferrugem da soja são parasitas obrigatórios que necessitam de um hospedeiro vivo para se desenvolver e reproduzir. Eles podem sobreviver fora de um hospedeiro, como uredósporos, por apenas alguns dias sob condições naturais.

Ambos patógenos da ferrugem da soja, até onde se sabe, produzem apenas dois tipos de esporos: uredósporos e teliósporos (Figura 15). o que contrasta com outras ferrugens, que podem produzir mais de cinco estágios na formação de esporos (por exemplo: ferrugem do colmo do trigo). Para a ferrugem da soja, como em muitas outras ferrugens, o estágio uredial é o estágio que se repete. Isso significa que uredósporos podem infectar o mesmo hospedeiro em que foram produzidos na mesma safra (estação de cultivo, pt). Epidemias podem rapidamente se desenvolver a partir de poucas pústulas pois a produção de esporos ocorre em apenas 7 a 10 dias após a infecção e cada pústula pode produzir centenas de uredósporos.

Fig. 15

Teliósporos são produzidos em lesões mais antigas, porém eles parecem não germinar sob condições naturais e não são conhecidos seus hospedeiros alternativos, e nem aécia e espermogônia são conhecidas. Sem a germinação dos teliósporos não há reprodução sexual. A falta da reprodução sexual deveria limitar a variabilidade dos fungos da ferrugem, mas mesmo assim há uma variabilidade considerável em P. pachyrhizi no que diz respeito à virulência. Isso tem limitado o uso de um único gene para resistência da soja porque em pouco tempo surgem novos isolados do patógeno que vencem a resistência da planta com o gene de resistência. Não é conhecida a origem da variabilidade em P. pachyrhizi. A ferrugem estriada do trigo, Puccinia striiformis, possui um ciclo de vida similar à P. pachyrhizi sem um estágio telial funcional e sem, portanto, reprodução sexual, embora também possua muitas raças. Pode ser que a causa esteja relacionada ao gene de resistência ser tão específico que uma única mutação no gene correto do fungo o permita ser virulento no hospedeiro com o novo gene de resistência.

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