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Sintomas e sinaisOs primeiros sintomas da ferrugem da soja causada por Phakopsora pachyrhizi iniciam com diminutas manchas de cor marrom (castanha, pt) ou vermelho-tijolo nas folhas (Figura 2). Sintomas causados por P. meibomiae similares aos causados por P. pachyrhizi, porém esta lição enfoca P. pachyrhizi porque a maioria das pesquisas e as observações foram realizadas para esta espécie. No campo, estas manchas inicialmente aparecem nas folhas mais baixas do dossel (canópia, pt) durante ou após a floração, embora plântulas podem ser infectadas sob certas circunstâncias. Freqüentemente, as primeiras lesões aparecem na base do folíolo perto do pecíolo e das nervuras da folha. Esta região do folíolo provavelmente retém a umidade por um tempo mais longo, proporcionando condições mais favoráveis à infecção. As lesões permanecem pequenas (2-5 mm de diâmetro), porém crescem em número com o progresso da doença. Pústulas (Figura 3), que são as urédias, são formadas nas lesões principalmente na face inferior das folhas e podem produzir uma grande massa de uredósporos. Pústulas maduras podem ser vistas a olho nu, especialmente durante a esporulação (Figura 4). Mesmo pequena, cada lesão possui grande quantidade de pústulas (urédias) (Figura 5). As lesões podem ser completamente cobertas por uredósporos quando as pústulas estão ativas (Figura 6). Uredósporos do fungo causador da ferrugem da soja possuem uma coloração amarelo-amarronzada (amarelo-acastanhada, pt) pálida a descolorida, com uma superfície equinulada e ornamentada (pequenos espinhos) (Figuras 7 and 8). Esta coloração difere de outros patógenos que causam ferrugem, cuja coloração é, em sua maioria, vermelho-amarronzada (coloração de ferrugem). A germinação dos uredósporos de P. pachyrhizi ocorre através de um poro equatorial (central), com a produção de um tubo germinativo que termina em um apressório, que o fungo utiliza para penetrar o hospedeiro diretamente ou através dos estômatos (estomas, pt) (Figura 9).
À medida que mais lesões são formadas nos folíolos, as áreas infectadas começam a amarelar e, eventualmente, os folíolos caem das plantas (Figura 1). Apesar da ferrugem da soja iniciar nas folhas mais baixas do dossel, a doença rapidamente progride para as folhas mais altas até que todas as folhas apresentem os sintomas da doença. Muitas plantas doentes podem tornar-se completamente desfolhadas. A perda de tecidos foliares resulta na redução de produtividade devido à diminuição do tamanho e número de grãos. Danos na produtividade de 30 a 80% já foram relatados, porém o volume dos danos depende de quando a doença iniciou e quão rápido ela progrediu. Além das folhas, a ferrugem da soja também pode aparecer em pecíolos, hastes e até em cotilédones, porém a maioria das lesões da ferrugem ocorre nas folhas. As lesões podem ser castanhas (Figura 10) ou marrom-avermelhadas (Figura 11). Lesões castanhas possuem muitas pústulas que produzem um grande número de uredósporos. Acredita-se que as lesões marrom-avermelhadas são resultado de uma reação de resistência moderada, possuindo apenas poucas lesões que produzem poucos uredósporos. Como será abordado na seção Controle da Doença, essas lesões dependem da raça do patógeno, e podem aparecer na mesma folha como lesões castanhas, ou as lesões castanhas podem tornar-se marrom-avermelhadas com a idade. Sintomas e sinais em outros hospedeiros, como em kudzu, são similares, embora as lesões possam ter tamanhos diferentes.
Com a idade, as pústulas podem tornar-se escuras (Figura 12). Isto é devido à formação de uma camada de teliósporos, modificando as pústulas de urédia para télia (Figura 13 and 14). Os teliósporos têm duas funções: sobrevivência do fungo na ausência de um hospedeiro vivo (na entressafra) e reprodução sexual. A grossa parede dos teliósporos protege o fungo de adversidades ambientais e do ataque de outros organismos. Nas ferrugens, os teliósporos germinam formando um basídio e quatro basidiósporos durante a recombinação sexual. A germinação dos teliósporos de P. pachyrhizi foi observada apenas em laboratório e não parece contribuir significativamente para a persistência do patógeno no campo. Copyright © 2008 |